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Viol?ncia no Judiciário continua

Taubat?, são Paulo ? O Oficial de Justiça C?cero, no exercício da função, foi violentamente espancado quando cumpria uma diligência, no dia 15 de mar?o. Ele retornava ao endereão pela segunda vez em busca do citando, quando o próprio se aproximou e avan?ou sobre o Oficial, dando-lhe socos e pontap?s, arremessando C?cero contra o chão e o acertando com chutes por todo o corpo, inclusive na cabe?a.
O Oficial de Justiça tentou se levantar, mas foi novamente atacado e jogado contra a parede.
Tudo isso acontecia enquanto o agressor amea?ava, aos gritos, tirar a vida de C?cero. “Considere-se morto, porque preciso matar um Oficial de Justiça para que outros não voltem. (…) Vou te matar Oficial de Justiça” afirmou o agressor.
A cena de viol?ncia e barb?rie foi acompanhada pela tia do citando, que assistia tudo. Desesperada, ela gritava pedindo que ele parasse, “pare com essa selvageria” berrava a senhora.
Os servidores do Judiciário de Taubat? se solidarizaram com o drama do colega Oficial de Justiça e escreveram uma moção de rep?dio ? viol?ncia (Leia abaixo). C?cero ainda está afastado do trabalho e se recupera das agress?es.

CONTRA AGRESSÃO F?SICA E MORAL A OFICIAL DE JUSTlCA
COMARCA DE TAUBAT?

Os OFICIAIS DE JUSTIÇA e demais funcion?rios do Poder Judiciário da Comarca de Taubat? se unem para, inicialmente, externarem solidariedade ao colega José C?cero Neves que recentemente no exercício da sua função, foi brutal e covardemente agredido em uma das ruas de Taubat?. Num segundo momento, queremos chamar a atenção das autoridades do Poder Judiciário; da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de são Paulo e outras entidades que representam os serventu?rios da Justiça para que, juntos, possamos encontrar uma maneira de evitar que..: epis?dio tão lament?vel como o ocorrido com o nosso colega da. Vara de Fam?lia de Taubat? venha a se repetir. Então, al?m de repudiarmos veementemente a agressão sofrida por ele, desejamos que esta Moção tenha tamb?m a propriedade de abrir discussões a respeito da seguran?a f?sica e psicol?gica dos OFICIAIS DE JUSTIÇA no exercício das suas atividades. E, para melhor compreensivo do que propomos, julgamos necess?rio ponderar a respeito de algumas evid?ncias.
Todos os dias, acompanhamos pelos ve?culos de comunicação, os altos ?ndices
de marginalidade, de vandalismo, de desrespeito ao ser humano e de tantas outras atitudes depreciativas que assolam a sociedade brasileira e internacional. Trata-se de um ma! terr?vel que tamb?m já chegou às cidades do interior – inclusive, em Taubat?, uma das mais pr?speras cidades do Vale do Paraíba. Então, por isso mesmo, a cada dia, a atuação deste profissional toma-se cada vez mais relevante e necess?ria. Todavia, não obstante sua import?ncia, paradoxalmente, desempenhar as funções de OFICiAL DE JUSTIÇA ? algo altamente perigoso. Sim, o contato direto com marginais, delinq?entes ou simplesmente pessoas destemperadas, impulsivas e arrogantes exige compet?ncia, equil?brio emocional, destemor. E sem medo de parecer exagerado, afirmamos que ser OFICIAL DE JUSTIÇA nos dias atuais ?, sim, ser um bravo, bravo esse que carece – e muito – de respaldo da instituição que representa. E, por ser um bravo e fiel cumpridor de suas funções ? que no dia 15 de mar?o, José C?cero Neves – funcion?rio considerado por seus pares como sendo excelente profissional e ser humano do mais alto quilate – ao tentar cumprir uma Citação, foi terrivelmente desacatado, desrespeito e violentamente agredido pelo citando. Com o citando não se encontrava em sua resid?ncia no momento da diligência, sua tia, que já tinha conhecimento de que tal ato ocorreria, solicitou ao OFICIAL que retomasse por volta das 21hs.

Fonte: AOJESP

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