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R?BULAS E OFICIAIS DE JUSTIÇA AD-HOC NO JUDICIÁRIO  ? De Teixeira a Alagoinha ? até os idos de 1990 não raro nos depar?vamos com R?BULAS e OFICIAIS DE JUSTIÇA ?AD-HOC? nas Comarcas do Estado da Paraíba. Os primeiros a fazerem as vezes de advogados, e aqueles outros, de Oficiais de Justiça. Uns como os outros sem o pertinente instituto para a investidura definitiva do cargo: em outras palavras, eram provisionados para encargos de urg?ncia, na carência de titulares.
Em Teixeira-PB tive de conhecer ANANIAS LIRA, ali tendo sido r?bula, numa prova inconteste da escassa exist?ncia de advogados naquela Comarca.
Em Alagoinha?PB d?-se conta de que havia Severino Flaviano Cavalcante, vulgo ?BIA GANG?O?, ex-cobrador da Empresa Viação Bela Vista, que fez papel de assistente de defesa no Tribunal do J?ri Popular, portanto, um r?bula.
Quanto ao ?BIA GANG?O? contam que era muito prestativo, a ponto de viajar de uma para outra cidade, e até mesmo para outro Estado, prestando favor, atingindo o c?mulo de ir até sem o dinheiro da passagem de retorno. Neste sentido dizem que de certa feita ele foi para Macei??AL comprar uma pe?a para ve?culo automotor de algu?m. Mas como era habilidoso deu-lhe na telha de entrar numa casa em que havia um vel?rio de um ente de uma fam?lia abastada que ele não conhecia e, tendo ali se infiltrado, se p?s a chorar com os parentes e amigos do morto, quando lhe perguntaram se ele conhecia o falecido ao que ele respondeu em prantos:
? Era meu dileto amigo!
E isto lhe valeu uma passagem de volta para Alagoinha, depois daquela noite de pranteada.
Contou Geraldo Pereira Leite, funcion?rio público municipal, alagoiense, que o ?BIA GANG?O? em momentos pr?vios ao seu funcionamento enquanto assistente de defesa num j?ri popular, no F?rum local que funcionava numa depend?ncia anexa ? Prefeitura Municipal de Alagoinha, disse pelo microfone, cujo som se expandia para a cidade inteira, atrav?s de um projetor de som:
? Atenção, muita atenção! Daqui a pouco ter? in?cio o espet?culo do julgamento do r?u ?fulano de tal? pelo Tribunal do J?ri Popular! (risos)
Quanto ? figura do Oficial de Justiça Ad-hoc, este autor não trabalhou com nenhum deles, mas ? como se tivesse trabalhado ? para falar sobre um Oficial-companheiro que inclusive se tornou seu compadre:
Ali na Comarca de Alagoinha-PB, aquele colega dizia que fora Avaliador Judicial, com cargo provisionado e, dizia ainda que se tornara Oficial de Justiça ?de mesmo? quando do I Concurso (que ele não fez), ano-1992, atrav?s do seu enquadramento ? reconhecimento abrangente dado aos demais em situação id?ntica a dele ?no TJ-PB pelos servi?os prestados por anos a fio, sem remuneração, dizia.
O referido Oficial ? de bom car?ter; era de bom relacionamento com o público trabalhado. Mas, sendo iletrado, carecia de algu?m que lhe redigisse as certid?es, e, tinha uns lances que deixavam este autor tenso e, posteriormente, rindo das artimanhas daquele. Ocorria, por exemplo, que não sabendo ele escrever quando lhe caia em m?os um MANDADO JUDICIAL para realizar uma Avaliação argumentava que no passado fora Avaliador Judicial, e que no presente, dizia ele, era Oficial de Justiça. Quando, por?m, lhe ca?a em m?os um MANDADO para outro tipo de diligência, por exemplo, uma REINTEGRAÇÃO DE POSSE, dizia que não o sabia cumprir porque passara a vida toda sendo Avaliador Judicial: em outras palavras, nesse trocadilho ora sendo de direito, ora sendo de fato, eis o nosso Oficial-companheiro habilmente fugindo dos encargos, mas preservando o cargo.
E assim tangenciando, aqui e ali, quando lhe ca?a às m?os este ou aquele MANDADO, está hoje aposentado!

Autoria de José Guedes
Oficial de Justiça de Alagoa Grande

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