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A Matem?tica que queremos alcan?arEm mat?ria divulgada no dia 12 de agosto de 2007, no Di?rio da Justiça, intitulada ?Procurador não d? nomes de servidores ditos irregulares?, a Coordenadoria de Comunicação Social do Poder Judiciário paraibano deu conhecimento público ao ofício encaminhado ao Presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Ant?nio de P?dua Montenegro, pela Procuradoria do Trabalho da 13? Regi?o, acostado aos autos de procedimento investigat?rio n? 198/2006, em cujo conte?do bailava notificação recomendat?ria de que ainda permaneciam ilegalmente 185 funcion?rios ? disposição da instituição judici?ria estadual.

Por sua vez, e de maneira pouco elegante, utilizando subt?tulos ir?nicos, como ?Aritm?tica confusa?, ?Tabuada elementar? e ?Luzes da Ribalta?, a assessoria de imprensa do órgão Judiciário notificado demonstrou, categoricamente, que nos quadros do Tribunal de Justiça em tela não há mais servidores que estejam irregulares em suas repartições de origem, utilizando, como fator probat?rio de sua defesa, operações elementares de adição e subtração com os dados num?ricos dos indiv?duos que foram devolvidos aos ?rg?os alien?genas ? seara judici?ria em tela em que estão lotados seus cargos.

Um ponto interessante: irregulares em suas repartições de origem. Colocando ? parte esta discussão que s? dever? ser retomada no momento apropriado, fa?amos as seguintes indagações sobre o tema em debate ? gestão administrativa do Tribunal de Justiça da Paraíba, que se respalda nos princ?pios da moralidade e da transpar?ncia:

1?) Qual ? o n?mero exato de cargos comissionados e funções de confian?a ocupados por servidores estranhos ao seu quadro de pessoal, tanto na secretaria do Tribunal, como nos f?runs a ele subalternos, que se encontram regulares em suas repartições de origem, e o valor de suas respectivas remunerações?

2?) Quantos servidores efetivos de seu quadro de pessoal estão ? disposição da secretaria do TJ-PB, bem como dos f?runs Judiciários a ele subordinados, exercendo cargos comissionados e funções de confian?a, e o valor de suas respectivas remunerações?

3?) Quantos oficiais de Justiça avaliadores estão ? disposição da secretaria do Tribunal de Justiça em comento exercendo função at?pica a suas atribuições funcionais, que não se compreende como cargos comissionados ou funções de confian?a, e qual ? o valor de suas gratificações percebidas?

4?) Quantos auxiliares Judiciários estão exercendo cargos comissionados e funções de confian?a, espec?ficos aos t?cnicos e analistas Judiciários?

5?) Quantos servidores efetivos do seu quadro de pessoal ou n?o, exercendo cargo comissionado e função de confian?a, recebem jetons (pagos por empenho) por participarem de reuniões com membros da magistratura, sendo aqueles gratificações exclusivas aos agentes judicantes?

6?) Quais são as razões aritm?ticas de os gastos com pessoal do TJ-PB, no 1? Relat?rio quadrimestral de Gestão Fiscal, estarem acima do limite prudencial determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (seria um caso de obesidade m?rbida financeira?)

7?) Por que o Tribunal de Justiça da Paraíba, em face da tabela de vencimentos acostada ? sua catatúnica minuta de projeto de lei do Plano de Cargos e Vencimentos dos servidores, não publicizou o impacto financeiro-or?ament?rio de sua poss?vel implantação?

As respostas a estas perguntas pertinentes, se por acaso procederem, devem ser elaboradas pela fina flor da engenharia de c?lculos que se mobilizou para fulminar a imagem austera do procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, que tanto tem contribu?do para a absorção da gordura burocr?tica localizada na região abdominal do Poder Judiciário estadual.

Foquemos, enfim, a realidade que não temos acesso como servidores do TJ-PB, pois nada acima indagado ? de conhecimento público. Ser? que a sofisticada matem?tica forense vai ser aplicada para responder os problemas acima constru?dos? Esperemos que sim, já que o grau de dificuldade das respostas aos questionamentos supracitados não pode ser alcan?ado com o uso da tabuada elementar, pois, desta forma, estaremos mergulhados num plano raso de uma aritm?tica infinitamente confusa.