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Debate sobre PCCR do Judiciário acaba em confus

Terminou em confusão o debate do projeto do Tribunal de Justiça sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores do Judiciário. Como não houve acordo entre as lideranças das bancadas de oposição e situação, o projeto foi retirado de pauta e só deverá ser apreciado novamente terça-feira.

 

Durante a sessão, os parlamentares da oposição abandonaram o plenário porque só queriam votar a proposta do TJ com uma emenda do deputado Dinaldo Wanderley (PSDB) que mantém a carreira de oficial de Justiça.

 

No projeto original, encaminhado pelo Tribunal à Assembléia, o cargo de oficial de Justiça é transformado em técnico judiciário. A categoria não aceita e reivindica a manutenção da função.

 

A bancada governista, liderada pelo deputado Ricardo Barbosa (PSDB), apesar de não ser maioria em plenário, só queria votar a matéria na íntegra, ou seja, sem a emenda. Ricardo Barbosa ainda iniciou uma discussão sobre o assunto e, na ocasião, chegou a ser insultado por uma pessoa que estava numa das galerias da Casa.

 

O deputado Pedro Medeiros (PSDB), bastante irritado, saiu em defesa do líder do governo.Medeiros solicitou à equipe segurança da Casa que tomasse uma providência contra o agressor. Em seguida, o tucano chegou a se desentender com o deputado Trócolli Júnior (PMDB). João Gonçalves (PSDB) também entrou no embate e deixou o plenário irritado. Ricardo Barbosa acusou a oposição de quebrar um acordo de liderança que havia sido feito para votar a proposta.Barbosa disse que o projeto foi retirado de pauta por falta de quórum qualificado.

 

“Cinco deputados da bancada estavam ausentes, fora do Estado. Outros três não estavam na Casa. Apenas 12 dos 20 governistas estavam no plenário. Então precisávamos de um acordo para votar a matéria na integra. O que não aconteceu”, argumentou ele. “Nós discutimos essa proposta exaustivamente. Havia um compromisso do deputado Gervásio Filho de votar a matéria”, acrescentou.

 

Já o líder da oposição, Gervásio Filho (PMDB), negou que havia um entendimento entre as bancadas para votar o projeto do Tribunal de Justiça sem a emenda do deputado Dinaldo Wanderley. Ele deixou claro que a oposição não é contra o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do servidor judiciário, mas desde que seja votado com a emenda.

Fonte: O Norte