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NOSSAS PREOCUPAÇÕES

Na qualidade de entidade sindical que representa os interesses da categoria dos oficiais de justiça do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, o SOJEP vem a público explanar a sua transparente atuação junto ao órgão patronal, sempre buscando respeitar a relação institucional mantida com a gestão administrativa do TJ-PB, que resiste a dar um grande passo para solidificar o espírito humanitário na inter-relação com seus subordinados que ocupam cargos efetivos, impondo óbices para a maturação do processo de atualização dos vencimentos, já defasados há mais de uma década, sem mencionar a indiferença dispensada aos pleitos dos servidores junto a sua intricada estrutura burocrática.


Como todo sindicato que preza pelo bem-estar de seus filiados, causa inquietação a ausência de empatia da gestão administrativa no trato dos interesses de seus servidores que visam melhorias de natureza material, até porque qualquer medida profilática neste sentido  poderá comprometer a viabilidade financeira de manter no seu quadro de pessoal uma gama de privilegiados, não efetivos, ou desviados de função, percebendo polpudas remunerações.  Ou seja, ninguém quer drenar a gordura que impede o mecanismo do progresso funcional do TJ-PB.


Por estas e outras razões aqui não ventiladas, ficamos preocupados quando processos administrativos de servidores são indeferidos sem uma fundamentação legal convincente, aqueles apenas vencidos por vãs argumentações.
Ficamos apreensivos quando tomamos ciência de que se propaga aos quatro ventos que nenhum servidor fora prejudicado com o advento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, o que não é verdade, pois tal obra sustenta em suas tortas linhas ululantes inconstitucionalidades e ilegalidades que, com as medidas judiciais adequadas, serão ajustadas, no futuro próximo, para o nosso benefício.


Ficamos ansiosos em tem que resolver problemas de sala dos oficiais de justiça nos fóruns das Comarcas, cujo aparelhamento, fornecimento de material de expediente e de serviço de copa (água e café) é da responsabilidade do TJ-PB, pois aquela é o setor interno para a digitalização das certidões dos mandados, local com deficiência de impressoras e computadores, enquanto sabemos que uma boa leva destes fora doada à Secretária de Segurança Pública no ano passado.


Ficamos estarrecidos com a persistente demanda do TJ-PB em investir na construção e reformas de fóruns, demonstrando ser vanguarda no sentido infra-estrutural, não zelando pelo bem-estar financeiro de seus servidores.    
Ficamos preocupados por Comarcas sem funcionários, repletas de desvios de função, enquanto sobram “Outros” nas dependências do Tribunal, aqueles à disposição deste auspicioso órgão judiciário, advindos do Estado e das prefeituras municipais.


Ficamos incomodados com o fato de requerimentos administrativos que versam sobre Indenização de Transporte, questão de passe-livre na Comarca de Campina Grande, entre outras importantes demandas, serem tratados como assuntos resolvidos e acabados, enquanto temos conhecimento de que a plêiade de assessores do gestor administrativo do TJ-PB que prolata tais despachos não é dos quadros das serventias, e os que são, desconhecem as rotinas cartorárias e as dificuldades pecuniárias para dar o devido cumprimento aos mandados judiciais.

Enfim, intentamos o nosso tardio, mas dignificante, reconhecimento funcional, buscando solucionar os conflitos que são gerados por uma estrutura administrativa adversa em estabelecer um diálogo que aprofunde a concretude de avanços nas condições de trabalho, principalmente nas de ordem financeira. 

SOJEP