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Oficiais de Justiça questionam resistência do TJ-PB em realizar concurso público; assessores serão i

Apesar de entender a necessidade de auxiliares para juízes, como ocorre em outros estados brasileiros, os Oficiais de Justiça continuam sem entender a aparente "aversão" à realização de um concurso público por parte do TJ-PB.

 "Fica complicado a teoria do TJ-PB, uma vez que deveria ser o primeiro órgão a zelar pela lei, já que se trata do judiciário", lamentou o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba (Sojep), Benedito Fonseca.  

A polêmica surgiu após o projeto de lei que prevê a criação de cargos para assessores de juízes sem a realização de concurso público e apenas por indicação dos magistrados. Para a categoria, que na maioria das vezes recebeu resposta negativa em suas justas reivindicações, a insistência em tal assunto é no mínimo duvidosa.  

Quanto ao apoio que alguns juízes revelaram a categoria não vê como surpresa. "De fato, tudo que vem para melhorar é importante, porém,  a indignação que pesa entre a sociedade e os servidores    que vêem a "indicação" superar o direito", declarou o presidente.  

O representante do sindicato destaca ainda a falsa ilusão de celeridade na justiça. "Enquanto não houver investimento nas varas (algumas paradas) e nos próprios servidores, como o pagamento dos 5% previsto no PCCR, discussão aberta e rápida sobre a indenização de transporte e investimento nas melhorias das condições de trabalho, a Paraíba não poderá ter uma justiça célere", disse o presidente, acrescentando que muitas vezes falta até água para os servidores.  

"A necessidade de convencimento da sociedade é tão grande, que no site do TJ-PB foram colocados depoimentos de vários juízes aprovando a idéia do presidente Antônio de Pádua, mas vale destacar que o órgão só ouviu um lado da história", concluiu.  

 

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