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Polícia prende em SC suspeito de morte de oficial de justiça

Agentes da polícia civil de Caxias do Sul prenderam na última sexta-feira o suspeito de assassinar o oficial de justiça Juarez Preto, 47 anos, morto com um tiro no pescoço dentro de um bar na noite da última quarta-feira, no bairro Santa Fé, quando entregava uma intimação a um adolescente.


O que aconteceu no Rio Grande do Sul é um retrato do descaso do Judiciário nacional para com seus servidores, em especial os colegas Oficiais de Justiça e de Proteção que vão cumprir diligências totalmente desprotegidos. Sem contar que não possuem tais colegas o direito de portarem arma, fazendo com que os mesmos fiquem ainda mais vulneráveis frente à ação de bandidos.

Somentes nos últimos meses vários colegas de vários estados sofreram ameaças e agressões quando do cumprimento de diligências.

A título de exemplo, em Goiânia, recentemente, uma colega teve o corpo molhado de gasolina e quase queimado. Em Alagoas um advogado foi preso por agredir um oficial. Em São Paulo um oficial de Justiça teve o braço quebrado. No Piauí um colega oficial foi atropelado. E por aí vai. ATÉ QUANDO??

Veja matéria abaixo sobre a morte do oficial de justiça:

O oficial de justiça Juarez Preto, 47 de idade, foi executado com um tiro no lado esquerdo do pescoço quando tentava fazer uma intimação para um adolescente no bairro Santa Fé, em Caxias do Sul, na noite de quarta-feira (30). Dois suspeitos de terem cometido o crime fugiram em uma moto e permanecem desaparecidos.

A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o oficial tenha levado  o tiro ao ser reconhecido por um rapaz, hoje com 20 anos, que respondeu por atos infracionais quando tinha menos de 18 de idade. Esse detalhe pode caracterizar o homicídio como vingança.

Juarez levou um tiro na cabeça, na Rua Manoel Vasco Flores e morreu no local. Uma testemunha relatou à Brigada Militar que o tiro teria partido de uma dupla em uma moto. A vítima ficou caída na rua com uma caneta em uma mão e a chave do seu carro na outra.

Juarez carregava, em seu automóvel, diversos mandados judiciais – um deles era uma intimação direcionada a um morador do bairro Santa Fé. Esse mandado sumiu, o que pode indicar que teria sido retirada da vítima pelos autores do crime. Na noite do crime, Juarez estava desarmado. Ele usava seu carro particular com o emblema de oficial de justiça.

O corpo do servidor foi sepultado no Cemitério Municipal de Caxias do Sul, ontem às 16 h.  Ele tinha 47 de idade, casado, sem filhos.

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