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Traficantes torturam promotor por oito horas em Niterói -

Fonte: Extra/ Aoja

RIO – Um promotor de Justiça, que atua em Vara de Família, passou oito horas em poder de traficantes de drogas do Morro do Cavalão, em Icaraí, no município de Niterói. RIO – Um promotor de Justiça, que atua em Vara de Família, passou oito horas em poder de traficantes de drogas do Morro do Cavalão, em Icaraí, no município de Niterói.

Paulo Carvalho – Extra

RIO – Um promotor de Justiça, que atua em Vara de Família, passou oito horas em poder de traficantes de drogas do Morro do Cavalão, em Icaraí, no município de Niterói. O fato aconteceu na noite do último dia 5. Depois de passar por sessões de torturas físicas e psicológicas, o promotor foi liberado do cativeiro.

Armado com pistola

De acordo com fontes da Polícia Civil, o promotor estava em um bar quando foi abordado por homens armados que estavam num Fiat vermelho. Ele foi obrigado a entrar no veículo. Depois de revistá-lo e descobrir uma pistola calibre 40, cadastrada no Ministério Público, os bandidos teriam ligado para outros traficantes no morro, dizendo que levariam um "brinquedinho" para eles. Já no alto do morro, o promotor teria dito que não era policial, como os bandidos estavam imaginando. Durante as negociações, ele disse que atuava na Vara de Família e não tinha contato com processos criminais.

Chefão liberou

O drama da vítima, que foi espancado, só terminou quando o chefe do tráfico, intermediando a negociação, teria dito que, por não querer problemas com o MP, iria liberá-lo. Após oito horas de torturas, o promotor teve que descer o morro por uma escadaria. Ele foi escoltado por um bandido armado com uma pistola engatilhada. No percurso, o criminoso chegou a ameaçar atirar contra a cabeça da vítima. O caso vinha sendo mantido sob sigilo até ontem. A assessoria de imprensa do MP disse que o órgão não iria se manifestar, pelo menos por enquanto, para falar sobre o caso. Responsável pela jurisdição do Morro do Cavalão, em Icaraí, a delegada Janaína Pelegrino, titular da 77 DP (Icaraí), disse que não tinha conhecimento do caso. Ela afirmou que não há investigação do fato.

 

 

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