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No RJ, serventuários da Justiça cruzam os braços

Diante da intransigência do Governo e da Alerj em não votar o reajuste salarial, os serventuários, reunidos em assembléia no dia 24, decidem manter a paralisação por tempo indeterminado. Agora, é greve até a vitória!


Por inteira responsabilidade do governador Sérgio Cabral Filho e da sua base parlamentar — que seguem impedindo a votação do projeto de lei de reajuste salarial dos serventuários na Alerj —, a categoria decidiu continuar a greve iniciada no último dia 23, agora por tempo indeterminado. Esta é a nossa resposta à postura intransigente do Governo, que tenta empurrar goela abaixo a sua política de arrocho salarial ao funcionalismo.


A adesão à paralisação nesta quarta-feira mostrou-se forte, atingindo diversas Comarcas e o Fórum Central. Mostrou também que os serventuários estão dispostos a lutar muito para aprovar o reajuste tal qual foi enviado à Alerj — 7,3% retroativos a maio (data-base). “O movimento pode ser comparado à vida de uma pessoa. Na semana passada ele estava na infância. Nesta, ele cresceu e entrou na adolescência. A partir de agora, começa a sua fase adulta”, declarou Wallace Jaña, diretor de Organização Política do Sind-Justiça.


Sem medo de lutar


A continuidade da greve vai requerer que cada um se transforme em um verdadeiro soldado nessa “guerra” pelo aumento dos contracheques. Essa firmeza será determinante para alcançarmos a vitória. Para tanto, não podemos nos intimidar diante de ameaças de retaliações, principalmente as que vierem da Administração do TJRJ. Lembre-se: a greve é um direito constitucional e é justa, tanto como o direito a um reajuste anual, também previsto em lei.


Vamos todos juntos enfrentar os Poderes e os nossos algozes. “Somos muitos e com a nossa paralisação faremos que os que hoje nos desafiam sofram um derrota para ficar marcada na História. E que, depois disso, nunca mais ousem tratar o servidor como se este fosse um ser desprezível. Todos à greve, todos à vitória!”, conclama Amarildo Silva, presidente do Sindicato. 


Reunião com presidente do TJ não dá em nada


Diante de uma comissão de serventuários — composta por sindicalistas e ativistas de base —, o presidente do Tribunal, desembargador Murta Ribeiro, declarou que decidiu tomar “medidas radicais” contra o Executivo. Mas, contraditoriamente, o magistrado disse ser contra a greve.


E mais: ameaçou de diversas formas o movimento, desde o corte de ponto até a apreensão do carro-de-som, tentando, assim, intimidar a categoria e determinar como seria a condução da paralisação. Lamentavelmente, o nº 1 do Judiciário faz o jogo de quem sabota a sua autonomia…


Deliberações da assembléia:


» Manutenção da greve por tempo indeterminado até a votação do PL 1.666/08;
» Assembléia de avaliação da greve no dia 29 (segunda-feira), às 17h, em frente ao Fórum Central, com a presença de todas as Comarcas;


» Reunião diária do Comando de Greve, sempre no final do dia;
» Participar da passeata unificada do funcionalismo estadual até o Palácio Guanabara no dia 2 de outubro;
» Jurídico do Sindicato preparado para combater retaliações aos grevistas,
» Abaixo-assinado contra o desvio de função.

Fonte: Opinião Sindical