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Os juízes federais paralisaram as suas atividades laborais no dia 27 de abril, mantendo efetivo para as demandas judiciais urgentes, pleiteando as seguintes reivindicações: obtenção do pagamento das rubricas decorrentes da simetria com o Ministério Público Federal (MPF), revisão dos subsídios (14,79%) e mais segurança pessoal.

Segundo matéria publicada na Folha.com, os magistrados grevistas não descartam entrar em greve, que será decidida em até 90 dias, em uma nova assembleia realizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, disse que aposta no diálogo com o Executivo e com o Congresso para que a categoria não tenha que parar, afirmando na nota:

“Confiamos na atuação do Congresso e do Executivo e esperamos mais empenho do presidente Peluso [para que não tenha que ocorrer a greve]”.

Segundo Wedy, a Ajufe vai recorrer da decisão do CJF (Conselho da Justiça Federal) que determinou o corte de ponto dos juízes grevistas. Ele classificou a determinação de “inadmissível”, porque a categoria luta por uma justiça mais rápida, barata e justa.

Outro pedido mencionado na matéria é uma maior segurança para os juízes que cuidam de casos que envolvem o crime organizado. Eles querem a aprovação de um projeto de lei que crie um colegiado para analisar esse tipo de ação. A ideia da proposta, que está em tramitação no Senado, é descaracterizar a sentença.

O projeto prevê ainda mais poder para a polícia Judiciária, permitindo que façam a segurança dos juízes dentro dos prédios. Segundo a categoria, muitos juízes têm sido ameaçados e não recebem a proteção da Polícia Federal. De acordo com a Ajufe, só em dezembro foram registrados 20 casos de ameaças.

FONTE: Folha.com.