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Dizem que a mulher é sexo frágil, mas que mentira absurda”. A frase da música “Mulher” de Erasmo e Roberto Carlos defende muito bem o perfil da mulher que é exposto atualmente com muito orgulho. Um perfil que desde muito tempo vem se formando com muito esforço e trabalho. Não foi por acaso e nem do nada que a mulher deixou de ser a Amélia, aquela que era mulher de verdade.

Já tem um bom tempo que, nós mulheres, deixamos de querer e aceitar o que nos era imposto pela sociedade. Travamos uma luta por nossa independência. Não queremos mais ser a mulher prendada instruída para se ser apenas a dona da casa e submissa ao marido. Alcançamos voos importantes e significativos. Batalhamos por nossa autonomia e igualdade de direitos que nos eram negados. Conquistamos nosso espaço, sem, no entanto, deixarmos de ser dona de casa se assim desejarmos.

Hoje, o papel da mulher é fundamental e importante numa sociedade que já foi extremamente machista. Quem poderia imaginar que veríamos uma mulher na presidência da República do Brasil, no mais alto cargo de uma universidade pública, na presidência de um Tribunal de Justiça, dirigido carros, votando e escolhendo quem deve governar ou não o país? Nós, mulheres que acreditamos na nossa capacidade de ser tudo isto e muito mais!

Sem perdermos a nossa essência, descobrimos e fizemos descobrir que somos aptas para desenvolvermos muito bem atividades que até certo tempo eram incorporadas aos homens. Vivemos a época, felizmente, de uma sociedade que presencia e compartilha as conquistas femininas. Para a Vice-Diretora do SINDOJUS-PB Nixoraya Lira, a mulher pode ser encontrada em qualquer tipo de profissão. “As mulheres a cada década atingem um patamar maior, demonstrando sua capacidade e sendo elogiada em tudo o que faz”. A oficiala enfatiza a diferença salarial que, apesar das conquistas alcançadas, ainda há uma disparidade que é resquício do preconceito de outrora que resiste as mudanças de pensamento. “Pena que ainda existe uma diferença salarial em alguns setores, que fazem distinção entre homens e mulheres, mas mesmo assim, estamos superando isso e muito nos honra vermos mulheres assumindo altos cargos”.

Ser mulher e ser atuante profissionalmente fundem dois contextos que se alinham na direção da eficiência e que percorrem também caminhos do perigo, mas que de maneira alguma inibem a substância dos princípios que a fazem sabiamente plena no que faz e acredita. Assim é dia a dia de uma de uma oficiala que vivencia desafios na profissão. “Acho que o maior desafio é o preconceito que ainda existe no nosso meio, pois nossa profissão ainda é vista por muitos como uma profissão de homens. Já trabalhei em comarcas que tive que provar que era capaz de realizar atos perigosos, como prisões e busca e apreensões”, relata Nixoraya Lira.

As transformações na vida profissional e pessoal da mulher serão sempre constantes, tensas e intensas. São mudanças que contribuem para uma igualdade social. Nós não precisamos provar para ninguém do que somos capazes, pois disto já sabemos. O que precisamos é fazer o outro entender que ele sim, é capaz de aceitar e conviver com nossa ascensão construída com muita garra.

O significado real da palavra frágil especificando a mulher deve está ligado à maneira de como ela é perspicaz, afável e sutil nas suas atitudes e não no sentido da fragilidade física, mental e intelectual. Com o dom natural de se perceber dentro de sua magnitude, a mulher descobre e determina o caminho a ser percorrido porque ela própria escolheu, e assim ela faz sua estória com dinamismo, delicadeza e porque não perfeição!

Compartilhando o mesmo pensamento, a vice-presidente do SINDOJUS-PB acrescenta, “É difícil não ver a mulher como sexo frágil, pois na minha concepção acho a mulher frágil no sentido de serem românticas, sensíveis, carinhosas e amorosas, no entanto somos mulheres de fibra, mulheres que enfrentam as mais difíceis situações no seu dia a dia, e conseguem superar tudo e ainda estarem lindas e maravilhosas todos os dias”.

A mulher é tudo o que ela pode e quer ser. Ela não mede forças, ela usa as suas forças, ela não invade espaço, ela conquista o seu espaço, ela não está no mundo para competir, mas para compartilhar, ela não quer dividir atenções, ela quer somar. Assim é a mulher: Frágil, forte, corajosa e consciente de sua infinita capacidade de ser e se entender como mulher.

Celebrando todas as atenções para este dia, o SINDOJUS-PB parabeniza todas as oficialas não apenas no 08 de março, mas por todos os dias do ano, porque elas são decididamente mulheres guerreiras que sabem como ninguém dividir e administrar o seu tempo com a sabedoria  que é pertinente apenas às mulheres.