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O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba (Sindojus-PB), Benedito Fonseca, lamentou o aumento irrisório de apenas R$ 150, no auxílio-saúde que passará de R$ 350,00 para R$ 500,00 e serviu apenas de propaganda para o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que afirmou ter concedido 42% de aumento para os servidores do judiciário.

O anúncio midiático do aumento ocorreu após uma longa reunião ocorrida na terça-feira (12), onde as categorias pressionaram o presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, na concessão de (Ad Referendum do Pleno) reajuste no auxílio-saúde do servidor do Poder Judiciário estadual, dentre outros pleitos.

O presidente do Sindojus-PB ressalta que na pauta de demandas entregue à Presidência do TJPB foi recomendada a incorporação nos vencimentos dos servidores dos valores correspondentes aos auxílios alimentação e saúde com a respectiva atualização monetária. Portanto, a inserção de apenas R$ 150, além de ter sido confirmada três dias após a reunião entre as respectivas presidências significa um reajuste desvalorizado e desproporcional, uma vez que foi prometido pela presidência do TJPB desde o ano de 2013.

O anúncio que serviu apenas para ludibriar a mídia e promover a gestão do Tribunal de Justiça foi feito pelo presidente, na tarde da sexta-feira (15), no Gabinete da Presidência quando, após pressão dos representantes, Marcos Cavalcanti informou que reconheceu a necessidade em conceder o aumento que será implantado no contracheque neste mês de maio.

“É lamentável que se use um valor de R$ 150 para fazer propaganda pautando a notícia de um aumento de 42% para os servidores do judiciário. Infelizmente, fica claro que o presidente do TJ já iniciou sua caminhada contra os interesses dos servidores. Mais uma vez, a contradição toma conta das ações realizadas pelo órgão, que tanto proclama trabalhar em prol dos Oficiais de Justiça e demais servidores da área. Estão jogando com os pleitos dos servidores e fazendo pouco caso das nossas necessidades. A maioria dos servidores continua insatisfeita com o tratamento desigual. Enquanto recebemos migalhas, os magistrados recebem R$ 4.370, de auxilio moradia e, basicamente, o mesmo valor de auxílio-saúde”, lamentou Bendito Fonseca.

Para o diretor jurídico do Sindicato, Alfredo Miranda, o ato da presidência do TJPB reflete a insensibilidade da Casa junto a valorização dos servidores.

“O acréscimo de R$150 no auxílio-saúde não traduz a valorização do servidor pelo TJ, mas reflete a insensibilidade de oferecer migalhas na expectativa de causar uma vã satisfação. Ainda há uma desproporção abissal entre as atividades funcionais que executamos e a hodierna contraprestação salarial. Com um agravante para os Oficiais de Justiça, que são impingidos pela maioria dos magistrados a pagar as diligências que deveriam ser custeadas pelo TJPB. É a espoliação dentro da casa que se propõe a realizar justiça”, disse Alfredo Miranda.