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O primeiro dia de paralisação de um total de três programados pelos servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba atingiu 45 das 78 comarcas no Estado. A avaliação preliminar é do comando do movimento que fez hoje mobilização em frente à sede do TJ.

Para Benedito Fonseca, presidente do Sindicato dos Oficias de Justiça da Paraíba (Sindojus­PB), “a pauta salarial dos servidores apresentada ao presidente do Tribunal de Justiça desde o início do ano não está sendo respeitada. Os servidores do quadro lutam pela adoção de percentual da database que reflita as perdas decorrentes da inflação. Também lutam pela incorporação dos auxílios aos vencimentos, a abertura dos editais de remoção, entre outros pontos”.

Benedito afirma que para o conjunto dos servidores efetivos “o aumento de salário concedido para quem já recebe bem, diretores e assessores dos desembargadores que não são do quadro, só causa mais intranquilidade e indignação aos servidores. Também não se aponta nenhuma solução para a Resolução 153/2012 do CNJ que trata das diligências dos Oficiais, o que causa prejuízo financeiro à categoria, enquanto há uma clara demonstração de disponibilidade orçamentária para esse fim”, declarou o presidente do Sindojus­PB.

Representantes de entidades dos servidores do judiciário agendaram para o dia 28 deste mês assembleia geral para decidir se a categoria entra em greve por tempo indeterminado a partir de novembro.

De acordo com informações do tesoureiro da Associação dos Técnicos e Analistas do Judiciário PB (Astaj), José Ivonaldo, 100% dos cerca de 700 servidores do TJ, em João Pessoa, aderiram à paralisação.

A partir desta terça-feira (21) o foco do comando será atuar junto das 33 comarcas que não se incorporaram à luta dos servidores. “Precisamos fortalecer o movimento para, se não formos atendidos em nossas reivindicações deflagrarmos greve geral”.

Representantes dos servidores do judiciário se mostram revoltados com a falta de atenção da presidência do TJ às suas reivindicações: fixação da data base e aumento de 9.5%, incorporação nos vencimentos das gratificações e reabertura do edital de remoção.  “Das três propostas apresentadas duas receberam um não e a terceira um talvez”, revelou Ivonaldo.

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